O Conselho de Ministros da Organização Africana dos Produtores de Petróleo (APPO) acaba de concluir a sua 41ª Sessão Ministerial com a determinação de continuar a explorar os enormes recursos de petróleo e gás dos seus países membros para a emancipação económica dos seus povos, explorando simultaneamente a utilização de energias renováveis.
A sessão, que foi presidida pelo Presidente da Organização, Sua Excelência Mohamed Arkab, Ministro das Minas e Energia da República Democrática e Popular da Argélia, contou com a presença dos Ministros e Chefes de Delegação dos 14 países membros da Organização, nomeadamente Argélia, Angola, Benim, Camarões, Chade, Congo, República Democrática do Congo, Egito, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia, Níger, Nigéria e África do Sul. Estiveram também presentes a Ministra do Petróleo e das Energias do Senegal, S . Exa . Aishatou Sophie Gladima, o Vice-Ministro da Energia do Gana, Sua Excelência Mohamed Amin Adam, o Secretário Executivo da Comissão Africana da Energia da União Africana, Sr. Rashid Ali Abdalla e o Presidente Executivo da Câmara Africana da Energia, Sr. NJ Ayuk, entre outras organizações internacionais de energia.
No topo da agenda dos debates ministeriais estava o futuro da indústria do petróleo e do gás em África, à luz da procura global de transição energética. Os Ministros reconheceram a realidade das alterações climáticas e expressaram o seu apoio a todos os esforços humanos destinados a enfrentar os perigos das alterações climáticas. A Sessão observou que a atual abordagem à transição energética é uma imposição unilateral em que os países desenvolvidos, que durante mais de cem anos utilizaram combustíveis fósseis para fazer crescer as suas economias e sociedades e que sempre estiveram conscientes dos perigos das emissões de combustíveis fósseis, estão agora a dizer ao mundo que os combustíveis fósseis são perigosos para a humanidade e que todos devem abandoná-los.
Os Ministros observaram que este impulso agressivo para a Transição Energética surge numa altura em que as economias africanas estão prontas para se lançarem na industrialização, que requer muita energia, enquanto as economias dos países desenvolvidos requerem agora menos energia devido à sua transformação da indústria transformadora para a produção de conhecimento e inteligência artificial.
Os Ministros identificaram os desafios iminentes que a indústria do petróleo e do gás enfrentará em África, uma vez que os financiadores internacionais retiram o financiamento à indústria e as instituições de investigação do petróleo e do gás nos países desenvolvidos, que sempre lideraram o desenvolvimento tecnológico, estão a encerrar as suas faculdades de petróleo. No que se refere ao financiamento de projectos energéticos no continente, o Conselho decidiu procurar no continente fontes públicas e privadas para obter o capital necessário para continuar a financiar a indústria do petróleo e do gás. Concordaram que a África precisa de reformular a sua estratégia, uma vez que o jogo está a mudar rapidamente. África terá de procurar dentro de si os conhecimentos especializados, a tecnologia, o financiamento e os mercados para os seus recursos energéticos. O Conselho observou que o potencial existe, uma vez que África tem uma enorme população de 1,3 mil milhões de pessoas. Tudo o que eles precisam é de ser mobilizados e capacitados para poderem comprar energia.
O Conselho reafirmou o seu compromisso para com a proteção do ambiente, salientando a necessidade de procurar tecnologias que permitam a utilização de combustíveis fósseis com uma pegada de carbono mínima. Além disso, o Conselho apelou aos países tecnologicamente avançados e financeiramente capazes para que prestem o seu apoio aos países africanos à medida que estes enfrentam os desafios da Transição Energética. O Conselho registou a necessidade de infra-estruturas energéticas intra-africanas, como condutas transfronteiriças, depósitos de produtos e terminais.
O Conselho deu as boas-vindas a cinco novos Ministros: S .E. Bruno Jean-Richard ITOUA do Congo, S.E. BUDIMBU NTUBUANGA Didier da RD Congo, S .E. Thomas CAMARA da Costa do Marfim, S.E. Mohamed Oun do Estado da Líbia e S.E. Mahammane Sani Mahammadou do Níger.
O Conselho de Ministros elegeu por unanimidade S. Exa. o Sr. Diamantino Pedro Azevedo e S . Exa. o Sr. Samou Seidou ADAMBI, Ministro dos Recursos Petrolíferos de Angola e Ministro da Água e das Minas do Benim, respetivamente, como Presidente e Vice-Presidente da APPO para o ano de 2022
Por último, o Conselho de Ministros aprovou Celestin ENANTO, membro do Conselho Executivo do Benim , eJean Jacques KOUM, membro do Conselho Executivo dos Camarões, respetivamente como Presidente e Vice-Presidente do Conselho Executivo para o ano de 2022.
A próxima sessão ordinária do Conselho Ministerial realizar-se-á em Angola, no último trimestre de 2022, em data a comunicar pelo país anfitrião.













